Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Praxe...
Ui que dilema... Quer dizer, já nem é bem dilema porque a decisão já está tomada e nao prevejo alterações... Esta semana é a semana de praxe e na segunda as 8:01h lá estava eu com os outros 329 caloiros á espera dos "famosos" doutores pra iniciarem a dita da praxe... Chovia imenso nesse dia. Olhos no chão, passo acelarado, boquinha fechada pra nao entrar mosca nem sair asneira... Encher por tudo e por nada, rolar no alcatrão molhado e sujo q.b.; posições de pudim danone, repetir as mesmas regras imensas vezes porque supostamente nao estavam bem ditas, saudações, etc... "dvra praxis, sed praxis", até aqui tudo bem, mas aqui a je não acha piada a determinadas coisas... Gostava que me explicassem em primeiro lugar como e que o objectivo da praxe é "conhecer pessoas" se estamos o dia inteiros com os olhos no chão e so temos a hora de almoço (se é que chega a uma hora) para olharmos e falarmos com alguém??? Depois também gostava de saber, porque é que a praxe é uma "obrigação"? Tipo... Uma pessoa que nao va as praxes nocturnas, mesmo indo a todas as diurnas, recebe um castigo não sei das quantas e fica proibido de fazer mais não sei o quê, resumindo e concluíndo, ir ás diurnas e faltar ás nocturnas é como não se fosse a nenhuma, porque basicamente as nocturnas é que são importantes... Sendo assim, obrigam as pessoas a tomar certas decisões... Como é o meu caso... Estava disposta a ir as praxes dirunas, mesmo sendo duras ou por vezes talvez não, mas não posso ir as nocturnas, logo ia andar a perder tempo durante um ano inteiro pra depois chegar ao fim e dizerem-me que tinha que cumprir castigo e ficava inibida de praxar na mesma e trajar. Se bem que isso do traje não me parece que seja bem assim... Todo o estudante universitário anti-praxe ou não, tem o direito de trajar e queimar as fitas e benzer a sua pasta... Digo eu... Mas tenho que me informar bem sobre isso. Além disso, este ano os cursos da minha universidade estão em bolonha, e com esta adaptação pode reprovar-se por faltas, porque com bolonha nao se pode faltar a nada... E convenhamos que assim, faltar ás aulas uma semana inteira na semana de recepção ao caloiro, não abona ninguém... Depois de uma conversa com o titio que por acaso é professor universitário e com os pais, chegamos a conclusão que o melhor nesta situação seria deixar a praxe de lado... Até porque existem outras prioridades na minha vida... E uma das maiores passa por tirar o curso sem deixar cadeiras pra trás nenhum ano, e pra isso á que estudar... Só fico triste em relação ao traje, mas sobre isso ainda tenho de me informar melhor... Agora comunicar esta decisão á comissão de praxe é que vai ser "engraçado"... Vamos lá ver...

sinto-me: Decidida

publicado por Emo de Nemo Sem "N" às 23:56
link do post | comentar | favorito

6 comentários:
De sexy_hot a 27 de Setembro de 2008 às 10:26
No primeiro dia de praxe as doutoras disseramnos que se não fossemos à praxe que podiamos trajar na mesma, só não podiamos obviamente praxar nem fazer parte da comissão.
Mas trajar só por trajar não quero, se trajar quero que o traje tenha algum significado e para o ter tenho de continuar na praxe.

Beijinhos


De Emo de Nemo Sem "N" a 27 de Setembro de 2008 às 11:57
A mim disseram que nao podia trajar e o diabo a sete, e a conclusão e que nao fiquei esclarecida na mesma sobre esse assunto. Mas não sou eu que vou mudar as regras deles... Se a minha situação não se enquadra no que eles querem, tenho de me retirar... Eu também tinha estabelecido limites como tu, mas nao pude continua-los. Aliás, na minha universidade até marcam faltas na praxe, e se não se cumprir, tipo ir todos os dias e assim, depois tem de se cumprir castigos e mais não sei o quê? " De que vale haver um hoje, se não pode haver um amanhã?", ou por outras palavras, de que que vale eu tar a esforçar-me a ir pra la e nao ir quando puder, se sou castigada por isso na mesma?... E o traje tem sempre significado... O traje e o simbolo da tua vida universitária, independentemente de se participar na praxe ou não. eu gostava de ir, se nao quisesse ir pura e simplesmente tinha-me tornado logo anti-praxe, mas eu queria ir... so que assim... vejo-me "obrigada" a optar... E como é logico, opto pelo tirar o curso e ter tempo pra vida pessoal e economica.


De miko a 27 de Setembro de 2008 às 12:38
O assunto praxe varia muito de faculdade para faculdade também por causa das Associações de Estudantes, Comissoes de praxe, whatever. Isso de a praxe ser obirgatoria informa-te bem porque há uma nova legislação quanto a isso e teres que ir ser obrigada a ir à praxe nocturna hmmmmm não sei, vocês aí para o norte levam a cena da praxe muito mais em conta e têm uma data de obrigações/sanções/restrições. Quanto ao traje acho (não tenho a certeza) que cada um é livre de o fazer enquanto que para praxar tens de ir ao baptismo e fazer o juramento, pelo menos cá funciona assim... Mas para que não conste mais dúvidas aconselho-te a dirigires-te a alguém da AE ou da Comissão ou qualquer veterano/doutor que eles explicam-te tudo...O importante é n veres a praxe como um bicho papao e levares na boa, alinhares nas brincadeiras sem deixares que abusem de ti. Beijinhos


De Emo de Nemo Sem "N" a 27 de Setembro de 2008 às 13:14
Sinceramente nao me preocupa nao poder praxar pro ano... So quero que me deixem "em paz"... Preocupa-me muito mais o facto de poder ou nao trajar, porque isso e realmente uma coisa que gostava... Sim, eu tambem acho que aqui levam a praxe demasiado a serio, pelo menos foi o que achei... E vejo-me a ser obrigada a declarar-me anti-praxe precisamente por causa das "condições" que eles impõe. Não é obrigatorio ir as praxes nocturnas, apenas são as que contam mais segundo me disseram, pelo menos na minha univ... Pra quem quiser cumprir a risca sem ter nenhuma sanção, logico que tem de ir...
E sim, neste momento ja vejo a praxe como um bicho papão, na a dita, mas o que fazem dela ou com ela. ;(
Praxar ou não e-me indiferente. Gostava muito de participar este ano, mas assim nao... E se puder trajar e assim, nao penso duas vezes...


De Universitário Anónino a 20 de Outubro de 2011 às 23:17
Acho que as praxes como estão hoje são uma vergonha para um sociedade democrática . O sistema praticado pelas comissões é de despotismo, sendo que os governados são os alunos de primeira matricula que por medo ou desconhecimento não questionam a falsa e ridícula autoridade. Eu acho que a questão é complexa mas pode ter análises simples. Vou nomear vários pontos que vou discutir:
Não existe lei que garante autoridade a sujeitos que realizam actividades académicas só por si. Quero com isto dizer que eles tem tanta autoridade como o meu pincher.
O traje realça o aspecto material da falsa autoridade. As pessoas com menos recursos são excluídas de poder celebrar de igual para igual com os senhores "nunca conseguirão ser verdadeiramente doutores" pois os custos de uma educação superior são inibidores de despesas adicionais.
O conteúdo pedagógico das praxes é tão mas tão triste. Ensina o que não se deve fazer e impinge a continuidade de práticas barbaras e retrogradas. O que se pode aprender com ficar todo cagado, ou vestir lingirie dos chineses por cima das calças enquanto se simula um acto sexual anal não consensual, ou gritar bem alto que gostas muito do teu curso quando no ano seguinte tencionas mudar de curso? Achava que a universidade era um local onde se aprendia a ser um cidadão exemplar mas fiquei seriamente desiludido.
Para além da falta de conteúdo, as praxes também não tem objectivo como já foi referido pelo Emo. Porque não fazem jogos cooperativos e interessantes? Porque em vez de encher os caloiros de merda, poque não lhes recompensam pela inter ajuda e amizade criada? Porque não os fazem sentir bem e acolhidos mas fingem despreza-los como vermes, lodos ou merdinhas? Eu sei bem porque... não há imaginação mas essencialmente é porque querem induzir um clima de boémia extrema e bebedeira sem cartel. Para os senhores fardados o que interessa nos caloiros é quantos litros aguenta num noite e quantas gajas comeu na semana passada. Nas universidades devia-se avaliar as pessoas pelo trabalho realizado e pelo empenho no que fazem.
Quero esclarecer que não sou contra os trajes, mas os altos preços elevam-os a um símbolo de poder económico e de exclusão social. Podiam criar um símbolo académico mais simples e barato para que todos possam se sentir iguais, até porque é esse o objectivo de uma democracia.
Eu fui a duas praxes e fiquei tão triste e desiludido com a minha experiência académica que só no 3ºano é que fui a um jantar de curso. As praxes desprezam os fracos de fígado e os doentes sujeitos a medicamentos. Desprezam os de pensamento livre e raciocínio claro. Desprezam a individualidade e veneram o padrão.
Para os futuros alunos que ingressem na universidade, aqui vos deixo uma mensagem:
Antes de pedires conselhos, pergunta os resultados. Pois conselhos de maus resultados não tem levam a lado nenhum. Tenta ser tu mesmo e sobretudo aprende, é para isso que ai estás. Pede ajuda a quem mostra trabalho feito e faz o teu trabalho. Quem não te aceita, teu amigo não é.

Nota final: façam praxes divertidas, acolhedoras e com objectivo. Porque tudo na vida deve ter um ideal. Ajudam os novos alunos como se fossem os seus irmãos mais novos. Parem com o ciclo de desprezo e pura estupidez.

Sejam felizes e não deixem que ninguém vos impeça.


De Estudante de Évora a 26 de Outubro de 2011 às 17:56
Concordo plenamente com o comentário de "Universitário Anónimo".

Eu estou este ano na Universidade de Évora pela primeira vez, só fui praxada a partir da semana passada, pois ainda estava um pouco indecisa se deveria sê-lo ou não, mas decidi experimentar.
Assim, na semana passada fui praxada pela primeira vez às 23h da noite imediatamente a seguir a uma frequência. A praxe decorreu até por volta da 1h da manhã e no dia seguinte tive aulas às 8h.
Nunca fui praxada durante o dia, mas fui praxada 2 vezes à noite, tendo inclusive feito a minha aula de praxe ontem.

Não tenho nada a dizer do tratamento que recebi, pois, apesar de não achar piada a ser chamada "bicho" os dias inteiros, não poder olhar para os "Sr.'s Estudantes" mas ter que saber os nomes deles, e nos sujarem dos pés à cabeça, comparando com outros, estes foram os mais compreensivos e cuidadosos que alguma vez vi.
A única coisa de que reclamaria seria mesmo do "superior" deles, o sr. Notável pois este, nem depois das nossas aulas de praxe, nunca nos deu os parabéns ou um conselho, apenas nos disse "têm que continuar a vir às praxes à mesma porque se não eu sei quem veio ou não e vai ser pior". Eu gostava de saber se isto é coisa que se diga a quem (não no meu caso) lá tem andado semanas e aos outros que ainda estavam a começar. Ou se é coisa que se diga a alguém que faz centenas de km, paga balúrdios e está longe de quase toda a gente que conhece e que, nesta altura, só procura alguém com quem se identificar e em quem se apoiar.

Eu não sou contra as praxes, mas também não nada sou a favor. Quem quiser é praxado, quem não quiser não é. É uma decisão pessoal e que penso que nada deveria ter a ver com o traje e outras tradições.
Há praxes horríveis e há outras que se superam, mas aquilo que me faz mesmo muita confusão, que me tira do sério são algumas formas de tratamento. Porque lá porque esses senhores tem um número excessivo de matrículas e só andam na universidade pelas praxes e bebedeiras, não são mais que eu ou qualquer outra pessoa. Muitos deles nem o curso tem, por isso estamos quites.


Comentar post

.mais sobre mim
.Janeiro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

12
13
14
15
16
17
18

19
20
21
22
24
25

26
27
28
29
30
31


.arquivos

. Janeiro 2014

. Julho 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Março 2009

. Janeiro 2009

. Novembro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

.tags

. todas as tags

.posts recentes

. Status

. Desapareceu Uma Gargalhad...

. "Solamente Pido"

. Ele.

. A Estupidez do Dia

. Desafio "6 Coisas que Não...

. A Saga dos Comprimidos

. Mini-Férias

. "Não Desistas de Mim"

. Comigo, cada mergulho é u...

.pesquisar
 
blogs SAPO
.subscrever feeds